Depois de tomar leite, vi um pote coberto com um paninho na mesa da cozinha. Quando abri, eu vi que era uma pipoca que minha irmã tinha feito mais cedo. Mesmo fria e borrachuda, a pipoca da vivi é ótima, e eu não ia deixar de comer por causa disso. Na hora, não sei porque, lembrei que a pipoca da escola vem num saquinho de papel (como todas as pipocas vendidas em carrinho, dã.), mas me deu vontade de comer pipoca num saquinho. Tá: não tinha saquinho em casa - mas em que casa tem?
Num acesso criativo, olhei para o rolo de papel toalha com vaquinhas azuis e imaginei ali o meu saquinho. Fui correndo pegar o grampeador e comecei a dobrar e grampear freneticamente o papel, fazendo a maior barulheira na mesa da cozinha, que devido a minha falta de prática com grampeadores, ficou com um grampinho pregado na madeira (que mamãe não leia isso).
Terminado o serviço, enchi meu saquinho com a pipoca mais borrachuda e fui, feliz, para o quarto da mamãe assistir TV com ela, que quando viu minha obra, disse, rindo: "que criatividade!" (no fundo ela devia imaginar "que falta do que fazer").
Comi tudinho, e depois, instintivamente, amassei o saquinho.
Quando joguei fora a bolinha de papel, pensei: "tanto trabalho jogado no lixo!"
Olha só a metáfora da vida: As vezes, a gente trabalha incansávelmente em algo e um ato impensado joga tudo abaixo, todo o esforço e trabalho. Deveríamos pensar melhor antes de tomar alguma atitude, porque por mais simples que seja, pode estragar tudo o que foi feito antes. Mas geralmente não imaginamos isso, né?
Deveria eu voltar a lixeira e desamassar minha obra, fazer outra ou comprar no supermercado mais próximo um pacotinho com 100?
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